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המחלקה לחינוך יהודי-ציוני, חטיבת האופק, תחום ליווי שליחים

א' ניסן תשס"ו, 30 במרץ 2006

שתי דעות

PAẼZINHOS FRESCOS OU MATZÁ SHMURÁ?

Um Judeu que Não Quer se Sentir na Diáspora em Sua Terra

do Ministro Zvulun Orlev

“Existe aqui um tipo de pressão leiga sobre um grupo inteiro. Tenho certeza de que quem entra no Supermercado Supersol não gostaria de encontrar lá pão nas prateleiras”

Acho que parte das obrigações de ser um Estado judeu é de evitar de lançar um desafio público contra valores judaicos básicos, e está claro que a venda pública de pão fermentado em Pessach é um desafio cultural contra a tradição judaica. Ninguém pretende entrar na cozinha e na sala de um cidadão, mas o comportamento público do Estado de Israel obriga que se leve em consideração e se respeite os valores judaicos.

Eu não gostaria que um judeu que respeita a tradição de Eretz Israel se sinta como na diáspora ou como numa terra estrangeira. A atmosfera em Pessach deve ser sentida nas ruas. Da mesma forma, eu espero que uma mãe eduque seus filhos para conhecer e apreciar a tradição judaica, a filosofia judaica e seus festivais, tudo dentro de um respeito à cultura anciã do povo judeu.

Não tenho certeza se é possível atingir estas metas por meio de leis. Esta não é a melhor forma. Se chegamos a este ponto, isto apenas espelha a triste situação de distanciamento do povo judeu de suas tradições, da cultura e dos valores judaicos.

Não acho que uma minoria que se distancia de suas raízes pode obrigar a grande maioria que deseja sentir uma atmosfera de festival, suas tradições. Há aqui um tipo de pressão leiga sobre um público inteiro. Tenho certeza que todos os que entram no Supersol não desejam ver lá pão nas prateleiras.

Sinto uma profunda tristeza pela pequena minoria que declara guerra contra os valores judaicos básicos, o que me leva a pensar com meus botões, como é que chegamos a este ponto?

Cozinheiro-Chefe, Padeiro e Vendedor de Pão Fermentado Delicioso em Pessach

De Erez Komorovsky

“Não ando pelas ruas com alto-falante, anunciando a venda de pão em Pessach. Quem entra nas minhas lojas compra pão de forma discreta”

Como vivemos em Israel no ano de 2006 e como o tabu de pão fermentado já foi quebrado há anos atrás, me entristece um pouco que este tema esteja ainda em pauta. Na minha opinião, a forma correta de comportamento é que cada us escolha como se comportar. Vivemos num país democrático, onde existe o direito de escolha em grande escala. Deve haver também um direito de escolha neste campo. Sou um cidadão que respeita as leis e mesmo a lei não proíbe a venda de pão fermentado durante o festival de Pessach, mas apenas sua apresentação pública.

Houve uma época em que congelávamos pão antes do festival e se comia pão em casa, escondido. Hoje em dia, graças a Deus, tem onde se comprar pão fresco. Um dos princípios básicos da democracia, como eu a entendo, é a separação entre a religião e o Estado e o evitar de legislar leis religiosas draconianas sobre a maioria leiga.

Nós, da Padaria Erez, vendemos pão fermentado já há sete anos, mas também vendemos todos os outros tipos de massas, doces e biscoitos kasher para Pessach e temos todo o cuidado em respeitar os sentimentos das pessoas para quem o festival está próximo de seus corações. Eu acredito em equilíbrio e na procura de uma trilha equilibrada entre os dois extremos. Pessoalmente, tenho a esperança de que a venda de pão fermentado e sua apresentação pública seja um fato normal.

Eu não obrigo ninguém a entrar na minha padaria e comprar pão. Quem estiver interessado em evitar comer pão fermentado, pode fazer isto facilmente. Não ando pelas ruas com alto-falante, anunciando a venda de pão em Pessach. Quem entra nas minhas lojas compra pão de forma discreta. O símbolo mais expressivo do festival de Pessach é a saída da escravidão para a liberdade. Espero que este ano seja o ano de nossa saída da opressão à liberdade também neste campo.

Zvulun Orlev, membro da Knesset e Presidente do Mafdal (Partido Religioso Nacional). Estudou na Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia da Universidade Hebraica de Jerusalém e completou seus estudos religiosos e pedagógicos no Instituto Moreshet Yaakov. Serviu como Diretor-Geral do Ministério das Religiões e como Diretor-Geral do Ministério da Educação e Cultura. No Mafdal, Orlev serviu como Secretário-Geral do partido e como membro da bancada na 15ª Knesset (1999), tendo sido premiado como Legislador de Destaque desta Knesset. Serviu como presidente da Comissão da Educação, Cultura e Esportes. Em julho de 2005 foi oficialmente eleito como Presidente do Mafdal.

Erez Komorovsky, cozinheiro-chefe, padeiro e proprietário das padarias “Erez”. Circula na elite culinária de Israel há 15 anos. Iniciou seus estudos de culinária em Paris, tendo continuado no Japão e na Califórnia. Dirigiu uma grande empresa de aprovisionamento (caterer) e se tornou um dos pólos mais importantes da cozinha israelense. Há cerca de dez anos atrás estabeleceu com Ilan Rom a Padaria Erez. Além de pão, ele se especializou nestes últimos anos na preparação de refeições vegetais. 

באדיבות 'זירת פיוס' – מדור משותף ל'וואלה' ולקרן 'אבי חי'


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domingo 05 julio de 2009 Agencia Judía. Todos los derechos reservados יום ראשון י"ג תמוז תשס"ט