“Não ando pelas ruas com alto-falante, anunciando a venda de pão em Pessach. Quem entra nas minhas lojas compra pão de forma discreta”
Como vivemos em Israel no ano de 2006 e como o tabu de pão fermentado já foi quebrado há anos atrás, me entristece um pouco que este tema esteja ainda em pauta. Na minha opinião, a forma correta de comportamento é que cada us escolha como se comportar. Vivemos num país democrático, onde existe o direito de escolha em grande escala. Deve haver também um direito de escolha neste campo. Sou um cidadão que respeita as leis e mesmo a lei não proíbe a venda de pão fermentado durante o festival de Pessach, mas apenas sua apresentação pública.
Houve uma época em que congelávamos pão antes do festival e se comia pão em casa, escondido. Hoje em dia, graças a Deus, tem onde se comprar pão fresco. Um dos princípios básicos da democracia, como eu a entendo, é a separação entre a religião e o Estado e o evitar de legislar leis religiosas draconianas sobre a maioria leiga.
Nós, da Padaria Erez, vendemos pão fermentado já há sete anos, mas também vendemos todos os outros tipos de massas, doces e biscoitos kasher para Pessach e temos todo o cuidado em respeitar os sentimentos das pessoas para quem o festival está próximo de seus corações. Eu acredito em equilíbrio e na procura de uma trilha equilibrada entre os dois extremos. Pessoalmente, tenho a esperança de que a venda de pão fermentado e sua apresentação pública seja um fato normal.
Eu não obrigo ninguém a entrar na minha padaria e comprar pão. Quem estiver interessado em evitar comer pão fermentado, pode fazer isto facilmente. Não ando pelas ruas com alto-falante, anunciando a venda de pão em Pessach. Quem entra nas minhas lojas compra pão de forma discreta. O símbolo mais expressivo do festival de Pessach é a saída da escravidão para a liberdade. Espero que este ano seja o ano de nossa saída da opressão à liberdade também neste campo.