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המחלקה לחינוך יהודי-ציוני, חטיבת האופק, תחום ליווי שליחים

א' בסיוון תשס"ו, 28 במאי 2006

CASAMENTOS MISTOS – NA VERDADE, POR QUÊ NÃO?
De Nahum Braverman

 

Os casamentos mistos são em primeiro lugar um assunto pessoal. Porque é vantajoso pessoalmente para vocês evitar este tipo de casamento?

Os argumentos contra os casamentos mistos são geralmente muito ruins.

O primeiro deles é a afirmação que judeus e não-judeus são diferentes um do outro e, portanto, não se deve misturar um com o outro. Esta concepção tribal afasta os pais e muitos outros de suas tradições.

O segundo argumento ruim contra casamentos mistos é que “nossos antepassados sofreram e morreram para manter sua identidade judaica”. O argumento de que “isto matará a sua mãe ou a sua avó” é parente deste argumento. Na melhor das hipóteses, este tipo de maneira de causar dores de consciência não tem nenhuma lógica. O estilo de vida e a fé de nossos antepassados não é nenhuma prova de que devemos nos comportar como eles. Na pior hipótese, não apenas que este argumento não tem nenhuma influência, ele apresenta a identidade judaica e a ligação com o judaísmo como um fardo pesado, que deve ser carregado também se está contrário aos nossos interesses pessoais. Esta não é uma boa resposta à pergunta “Por quê ser judeu?”.

O terceiro argumento contra casamentos mistos diz geralmente que eles ameaçam a existência do povo judeu. Isto é certo, mas não convincente, por que levanta a pergunta “Por que a existência do povo judeu é importante? Por que devo sacrificar meu interesse pessoal e minha felicidade no altar da existência do povo judeu?”.

Os casamentos mistos são em primeiro lugar um assunto pessoal. Então, por que o casamento com um judeu ou uma judia servirá seu interesse pessoal?

O que é mais importante do que o amor?

Shachar se apaixonou pela Genny. Ele acha que finalmente encontrou sua alma gêmea. Genny se adapta a ele muito mais do que todas as mulheres com quem teve um relacionamento no passado, por que não casar com ela? O que é mais importante do que o amor?

Haverá outros pontos, além do amor, que devem ser levados em consideração quando decidimos sobre casamento? Vocês casariam com uma pessoa a quem vocês amam se ela dissesse a você que não queria ter filhos?

Sim, o amor é importante, mas não é tudo. Vocês devem ter objetivos comuns. Os casamentos mistos são tão difundidos em nossos tempos porque os “Shachars” e as “Gennys” são realmente parceiros no caminho. Para muitas pessoas, a religião não é mais do que um clube social de amigos entre os quais nasceram. A diferença entre gefilte fish e pão branco com maionese não ameaça a estabilidade de seu casamento.

Por que o judaísmo tem um valor tão alto, que cancelamos 99% da população do mundo quando queremos escolher um marido ou uma esposa?

O judaísmo como força moral

A existência do povo judeu não é apenas uma questão étnica, mas um tema moral. Isto porque os judeus não são mais um grupo étnico, mas uma força moral. A aliança iniciada com Abraão e concluída no Monte Sinai com a entrega da Torá, testemunha que a consciência tem uma função importante na nossa vida judaica como povo. Demos ao mundo conceitos de educação universal e o direito de um julgamento justo. Ensinamos o mundo que todos, incluindo o rei, são iguais perante a lei e que a lei defende a todos, incluindo os pobres e os fracos.

No início do século passado, os homens cultos acreditavam que a guerra era nobre e que nós, os judeus, ensinamos aos homens, já há 3.000 anos atrás, de “bater suas espadas em enxadas”. Nosso destino histórico como povo continua a existir também em nossos tempos, e a prova está no grande número de judeus, mais do que sua proporção na população, ativos em organizações de caridade e trabalhando para o bem social – desde os direitos do cidadão e até o feminismo. Isto está claro na forma de comportamento do Estado de Israel, comprometido com a “pureza das armas”, pela qual os soldados devem parar e refletir sobre a moralidade de suas ações (algo que aconteceu inúmeras vez no Líbano) e que causa o público a demonstrar gravemente contra mortes que não causamos, mas que poderíamos ter evitado (como no massacre de Sabra e Shatila).

O clamor da voz da consciência não é universal. É algo que nós, os judeus, estamos comprometidos com ele em função da aliança feita com o Senhor. Isto não quer dizer que só nós temos consciência, ou que só nós somos bons. Mas não existe nenhum outro povo cuja existência está gravada desta forma. Para nós a consciência é parte de nossa identidade.

Em função deste destino judeu, sofremos perseguições que não têm paralelo na história. Hitler disse: “A luta pelo controle do mundo é entre mim e os judeus. Todo o resto não tem importância. Os judeus feriram a humanidade de duas maneiras: com a circuncisão, que fere o corpo, e com a consciência, que fere a alma. Venho liberar a humanidade destas cordas”.

Um casamento misto significa o abandono do povo que iniciou este processo, um abandono de pertencer à mais forte força moral no mundo e o abandono da aspiração de fazer crescer o espírito. Desenvolver um espírito não é fácil. Isto é o resultado de duras decisões, onde demonstramos nossa aderência à idéia. Se minha escolha de casamento se afirma no compromisso de procurar e no significado do caminho judaico, eu me torno parte do destino judaico e do espírito judeu. De outro lado, se eu preferir o amor de uma mulher específica ao meu destino como judeu, eu perco parte dos meus valores espirituais.

É impossível tomar uma decisão como esta na ignorância. As promessas de nossos ancestrais não é razão suficiente em si para continuarmos a ser judeu, mas elas apontam para o caminho que nos alimentou e suportou por centenas de anos, o que nos possibilitou sobreviver o sofrimento do anti-semitismo. Não há nenhuma maneira de entender este compromisso e sua compensação sem estudar a Torá, pois a Tora é a raiz de onde cresce esta árvore.

Aprendam a valorizar estes tesouros, antes de os vender para sempre.

Saiam e os aprendam!

O Rabbi Nahum Braverman estudou filosofia na Universidade Yale. Durante muitos anos foi responsável pela educação da yeshivá Esh Hatorá em Los Angeles e atualmente é o Diretor da Associação de Jerusalém da Esh Hatorá na costa ocidental dos Estados Unidos. Ele mora em Los Angeles com sua esposa e filhos. 

Impresso renovado com a licença de aish.com, líder dos sites sobre judaísmo na Internet.


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