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Shlichá comunitária dpara Recife

Leah 26 anos de idade, a ”nova Shlicha” da Agência Judaica.

Para Leah de 26 anos de idade, a ”nova Shlicha” da  Agência Judaica nas comunidades de Recife e Natal , Brasil é, na verdade, o local de sua infância. Com seis anos de idade, ela fez Alia com seus pais, de São Paulo para Israel. Seu pai, um israelense, e sua mãe, nativa do Brasil, se mudaram para Israel com toda a família por razões sionistas e ideológicas. Em casa, eles mantiveram a língua Portuguesa, com as crianças, o que se tornou “presente” para Leah, ao chegar a sua shlichut. Além disso, na sua casa em Poria Illit, com a vista maravilhosa do Mar da Galiléia (Kineret), Leah cresceu em um ambiente muito israelense, e se não fosse o Português fluindo saindo de sua boca, poderia ser confundida com uma “Sabra” (Israelense nativa) para todos os efeitos.

Israel, o Judaismo, o trabalho comunítario e educational, as atividades com jovens são parte integrante de quem é ela.

Após seu serviço militar  desafiador, como uma soldada-educadora em colégio unterno, com jovens em risco,e com a entrada dela na universidade, Leah, foi  selecionada para o prestigiado  projeto de "embaixadores Rothschild”.  Os participantes deste programa, e Leah entre eles, são jovens talentos que podem se tornar a futura geração de liderança social e empresarial em Israel, cuidadosamente identificados a partir de milhares de candidatos.

Não me admira, portanto, que quando a Agência Judaica no Brasil enfrentou um novo desafio de identificar um Shaliach  para uma missão inovadora nas pequenas comunidades do nordeste do Brasil, A Leah foi escolhida por ser a jovem apropriada, para este local.

Que isso não pareça para vocês como algo simples. Recife, localizada a duas horas e meia de voo do centro da vida Judaica de São Paulo, e Natal, que está ainda mais longe, ambas localizadas na maravilhosa costa do Brasil, mas exatamente lá, nestas comunidades, que estão lutando dia dia para guardar a vida judaica, o contato com Israel, manter o movimento juvenil – como no caso de Recife, e a existência da escola judaica (a primeira a ser estabelecida no Brasil a quase 100 anos atras !!), é  lá, sim, onde o desafio é enorme e enriquecedor, e Leah, enfrenta isso todos os dias e traz a este tecido humano acolhedor , um novo espírito, o espírito de Israel.  

1.     Como você como Shlichá comunitária gera mudanças pessoais e dentro de sua comunidade

Cheguei no Brasil há 4 meses, então ainda não posso falar de mudanças. Sou shlichá da Agência Judaica em Recife e Natal, duas comunidades judaicas diferntes uma da outra. É um papel muito desafiador e interessante,

Tenho a  oportunidade de observar o que existe dentro das comunidades e criar o máximo de integração  possível entre as federadas para criar espaço de trabalho conjunto e seguro, possibilitando o sentimento de  aproximação à comunidade, ao judaismo e ao estado de Israel.
Particularmente  estou descobrindo muita força dentro de  mim mesma e abertura  para  uma cultura diferente, outros  pontos de vista, e uma forma de ver o  judaismo diferente do que eu conheci.

2.     Estando no Brasil, Como você enxerga o status da mulher no Brasil e em Israel?

O mundo ocidental passou  grandes mudanças nas últimas décadas, um dos mais importante é sem dúvida o papel e a posição da mulher.

Muitas mulheres em Israel ocupam  posições-chave  que no passado cabiam   apenas  a homens, e este é certamente um dos passos mais importantes para igualdade. A coordenação da Agência Judaica no Brasil é liderada pela mulher (Revital Poleg) . Na comunidade judaica em Recife, a maioria das posições-chave na comunidade são geridas por mulheres. A  Presidente da Comunidade (Sonia Schechtman Sette) , a presidente da escola (Bela Ludmer), a diretora de escola Israelita (Giovana Sherpak), No movimento juvenil Habonim Dror a secretária geral mazkirá (Gabriela Torban) - reposnsável é uma mulher .

Uma das mulheres ativistas da comunidade onde atuo (Ida Katz)  foi selecionada  para participar do Congreso  Mundial de mulheres judiias , Na Inglaterra .

Esas mulheres e muitas mais  exercem  liderança de forma determinada, positiva e leal cada uma de sua  maneira.  A voz feminina é ouvida alta e claramente por parte da comunidade judaica em particular e da sociedade brasileira. É claro que há lugares onde as paredes ainda não caíram, mas como todoa construção, é uma questão de tempo.

3.     Em que medida, ser mulher e da religião Judaica, afeta seu trabalho e te conecta a sua missão

As mulheres geralmente têm capacidades de comunicação e de atenção. Uma das chaves mais importantes para a ação apropriada é estar atenta às necessidades da comunidade e portanto  a conexão da shlicha com a comunidade é  conexão pessoal . O que me levou a querer ser shlichá  é minha conexão com o judaísmo e Israel. Aqui eu encontrei várias formas de vida judaica. Aqui eu encontrei a capacidade da pertencimento,  frente  à comunidade e diante de uma nova cultura. Estas revelações me conectam mais ainda ao judaísmo e me permitem espaço para a o trabalho junto  à comunidade.

4.     Caso você fosse a Primeira Ministra de Israelquais seriam os passos que você daría para promover o status da mulher? Qual sería seus planos? Por exemplo – no Canadá o Primeiro Ministro decidiu estabelecer um governo igualitario 50% homens e 50% mulheres, ou definir que as pessoas sejam promovidas por suas capacidades e não pelo genero sexual

Uau ! Uma pergunta muito simples!

Eu acredito que esse tipo de mudança na maioria das vezes chega de "baixo". Temos um poder e a capacidade de estabelecer os objetivos e realizá-los. Cada um merece o seu cargo pelo seu talentos, e eu não sei dizer se se estabelecer leis  que  obrigam colocar um mínimo de mulheres em determinados cargos   pode justamente ter efeito inverso.
Uma das coisas que eu tentaria implementar seria a Igualdade de salário. O salário deve ser merecido, mas igual para diferentes pessoas no mesmo cargo.

  • Hoje em dia o mundo mudou, e já temos lideres femininas como por exemplo – Angela Merkel na Alemanha. Então para que precisamos ainda hoje comemorar o Dia das Mulheres?
  • Ainda há muito a ser feito.Celebrar o dia da Mulher é dar a oportunidade para celebrarmos as belas conquistas até hoje.  Celebrar sermos mulheres que fazemos diariamente pequenas mudanças e grandes revoluções ! Incentivar muitas outras mulheres a tomar ciência da força que possuem e sair para se realizarem. Tenho muito prazer em trabalhar com mulheres, pois em seu meio há sempre algo poderoso e produtivo que integra muita amizade, sensibilidade, crescimento, aprendizado, graça e conjunto.

    Todos e todas estão convidados e aproveitar e celebrar conosco a individualidade, a força, a beleza e inteligência que existe em cada mulher.

    07 Mar 2016 / 27 Adar 5776 0
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