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Curiosidades de Natan Sharansky

Esta semana teremos a ilustre presença de Natan Sharansky no Brasil, presidente da Agência Judaica Para Israel, por isso nós separamos varias curiosidades sobre a vida dele. Aqui juntamos todos os posts que fizemos no facebook para quem preferir ler de uma vez só :)

Coisas que você não sabia do Natan Sharansky:

Atuou contra a ditadura da antiga União Soviética, e a favor dos direitos humanos, a liberdade de opinião, liberdade de expressão e liberdade de identidade Judaica e da emigração e Alia.  E por isso  ele foi enviado para a prisão na Sibéria por nove anos.

Era amigo pessoal e muito próximo do renomado ativista de direitos humanos, o  físico Andrei Sakharov (Ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1975). Sua luta foi em prol dos direitos humanos universais, não só para dos judeus.

Na prisão** da Sibéria, Sharansky foi colocado em confinamento solitário por quatro anos, durante os quais   fez greve de fome 37 vezes (no total, 400 dias). Conseguiu sobreviver através do jogo de xadrez mental, consigo mesmo, sem mesa, sem tabuleiro nem peças.  Assim acabou alcançando o nível mais alto no xadrez.

Muitos anos depois, quando já era uma figura bem conhecida em Israel, o campeão mundial Garry Kasparov visitou Israel, e jogou contra Sharansky. Sharansky ganhou (**A prisão – conhecido como O Gulag era o campo de trabalho forçado da União Sovietica para criminosos, presos politicos, e qualquer cidadão em geral que se opusesse ao regime).

Ele conta que costumava comunicar na prisão com o seu amigo da luta -Joseph Mendelevich, que foi preso em uma cela próxima,  esvaziando  a água do banheiro, colocando a sua cabeça por dentro, e conversando  pelo encanamento. Desta forma, eles também comemoraram em uma ocasião, o Dia da Independência de Israel.

Quando foi liberado da  prisão em trocas com os americanos, todas as pessoas presentes viram  (conforme também foi documentado em fotografias) que ele saiu do lado leste (comunista) da ponte para o lado oeste em ziguezague. Ninguém entendeu por que ele ziguezagueava. Anos depois Sharansky explicou que quando ele foi levado pelo KGB para a ponte Glinka em Berlim antes da liberação, eles lhe disseram que no momento que eles dessem o sinal, ele deveria ir diretamente e rapidamente para o outro lado. Mas - diz Sharansky - eu nunca obedeci `as instruções do KGB,  eu não ia começar a obedecer naquela hora. Se eles me disseram para ir em linha reta, era claro para mim que eu deveria ir em ziguezague, então assim eu fiz..

Em 15 de março de 1977 Sharansky foi preso na União Soviética sob a acusação de alta traição e espionagem contra o regime comunista a favor dos Estados Unidos (pela sua luta pelos direitos humanos e o seu direito - como judeu, de sair para Israel). Ele iria passar os nove anos de sua vida após seu julgamento  preso na Sibéria, enquanto sua esposa Avital, conhecida como uma mulher quieta e tímida, organizou  um movimento de massa de judeus o redor do mundo e muitos lideres do mundo do oeste, e, claro, de Israel, para lutar pela liberdade do seu marido. Ela conseguiu transformar o seu marido preso em um símbolo internacional da opressão soviética e da resiliência do espírito humano, o que mais tarde (em 1986) levou à sua libertação efetiva.

Em 11 de Fevereiro de 1986, Sharansky foi liberado por  ordem direta de Mikhail Gorbachev, devido à forte pressão feita por Ronald Reagan, exigindo  libertá-lo para que ele fosse se juntar a sua esposa Avital em Israel. Três anos depois, a União Soviética entrou em colapso. Olhando a história em retrospectiva, parece provável que as campanhas que Sharansky ajudou a liderar, tanto dentro como fora da União Soviética, serão vistos como tendo desempenhado um papel significativo no desmantelamento de uma tirania que controlava a vida de mais de um bilhão de pessoas, enquanto tentava – sem sucesso – destruir as ideais de liberdade e a busca natural do ser humano para ser livre.

Mesmo nos dias de hoje, ele continua a ser um dissidente e lutador de direitos - com ênfase nos temas judaicos: Há poucos meses ele estava irritado com o Rabinato Chefe que não  reconheceu conversões feitas nos EUA por um rabino ortodoxo reconhecido. Ele não acredita na postura linha-dura do rabinato e, por isso não hesitou descer `as ruas e se juntar a outros ativistas  em demonstração  na frente do Rabinato. Esta foi a primeira vez que uma personalidade de sua categoria (ex-Ministro, Presidente da Agência Judaica), demonstrou sua insatisfação  com o Rabinato chefe.

Umas das missões principais que ele conduz nos últimos anos, é o tema da  Tfila no Kotel. Se comprometeu mediar as negociações entre todas as correntes (ortodoxos e ultra-ortodoxos, Conservadores e Reformistas, e as mulheres do Kotel) e conseguiu um compromisso aceito por todos que permite a tfila para todos frente ao Kotel. O esquema foi aprovado pelo governo, mas a pressão política ortodoxa  congelou  sua aplicação por enquanto.

Sharansky nunca usa gravata, mesmo quando participa em eventos oficiais, e mesmo quando foi premiado com a Medalha da Liberdade pelo presidente dos EAU, o maior prêmio conferido pelos Estados Unidos para cidadãos estrangeiros. E sim, ele ainda está usando o mesmo boné eterno, desde os seus dias na União Soviética.

16 Nov 2016 / 15 Heshvan 5777 0
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